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terça-feira, 26 de novembro de 2013

O campeão do mundo de xadrez

Se ao pensar em mestres de xadrez a imagem que lhe vem à cabeça é de uns tipos pálidos, tendencialmente de óculos grossos, ar vagamente ausente e pouca vida social, pense outra vez. O novo campeão do mundo é um rapaz alto, e aparece em produções de moda e naquelas listas das revistas femininas que elegem os mais sexy do ano. Chama-se Magnus Carlsen, tem 22 anos e é um sonho tornado realidade para a promoção do xadrez. O que o miúdo norueguês conseguiu no Campeonato do Mundo a jogar em casa do indiano Viswanathan Anand, pentacampeão mundial, é história. Foi o primeiro jogador ocidental a chegar ao título mundial em 38 anos. O último tinha sido o mítico e excêntrico Bobby Fischer. O combate com Anand pelo título mundial durou 20 dias e ficou decidido ao fim de 10 partidas em 12 possíveis. Magnus ganhou por 6,5 contra 3,5 do adversário. Um campeonato de xadrez a este nível é uma prova exigente, mental mas também fisicamente. Anand e Carlsen mantiveram-se ativos ao longo do campeonato, quando não estavam sentados um frente ao outro. O indiano levantou pesos no ginásio, o norueguês jogava futebol, basquete e voleibol.
Magnus é um menino-prodígio, escusado será dizer. Aprendeu a jogar xadrez aos cinco anos, quando o pai, Henrik, percebeu que o miúdo tinha uma memória fora do comum. Por essa altura, conta o «Telegraph», sabia dizer a área, população, bandeira e capital de todos os países do mundo. Mas, contou o pai ao «Guardian», só começou a focar-se de facto no jogo quando se sentiu desafiado pelas irmãs mais velhas e quis ganhar-lhes.
Aos 13 anos já era Grande Mestre internacional, aos 19 foi o número um do mundo mais jovem da história. Apesar de toda a sua capacidade intelectual, não foi um aluno brilhante. E não quis ir para a universidade tirar um curso. «Os meus pais queriam que fosse, mas a certa altura perdi interesse na educação formal e eles não se importaram. Não prestava muita atenção, por isso não era muito bom na escola. Nos meus últimos anos na escola aborrecia-me, não necessariamente porque fosse muito fácil, mas porque não me interessava», contou ao jornal inglês «Guardian». Carlsen recusa ser visto como um génio. «Não, não sou. Sou apenas muito, muito bom naquilo quue faço. Tenho a felicidade de fazer algo de que gosto, mas não sou um génio.» Treinou xadrez com um dos melhores, Garry Kasparov. Em abril deste ano, quando a revista Time elegeu Carlsen como uma das 100 personalidades mais influentes do mundo, Kasparov escreveu isto sobre ele. «Tive oportunidade de treinar o Carlsen em 2009, e o estilo intuitivo dele conserva a mística do xadrez, num tempo em que qualquer adepto com um computador acha que o jogo é fácil. Carlsen tem carisma, é independente e talentoso. Se conseguir reacender o fascínio do mundo pelo jogo real, estaremos em breve a viver a era Carlsen.» Provavelmente, deu agora o passo que faltava. Com a vitória sobre Anand, Magnus Carlsen é oficialmente o melhor do mundo. Tornou-se o segundo campeão mais novo de sempre, a seguir precisamente a Garry Kasparov. Outra medida do seu génio: atingiu 2872 pontos no ranking Elo, um sistema que recorre a uma fórmula complexa para definir uma hierarquia, e o valor que atingiu é o mais alto alguma vez registado.
Faz tudo isto com estilo. Tem vários interesses além do xadrez (é fã de futebol e da Liga espanhola), e é um excelente veículo publicitário. Estima-se que ganhe mais de um milhão de euros por ano em patrocínios. Apareceu ao lado da atriz Liv Tyler na campanha publicitária de uma marca de roupa holandesa, foi eleito um dos mais sexy do mundo pela revista Cosmopolitan, é destaque na revista GQ. Um ícone pop.

domingo, 24 de novembro de 2013

Magnus Carlsen é o novo campeão mundial de xadrez

Magnus Carlsen é o sucessor de Viswanathan Anand no trono do xadrez, depois de ter derrotado o indiano por um concludente 6,5-3,5, num encontro que se realizou em Chennai, a capital do estado indiano de Tamil Nadu, previsto à melhor de 12 partidas. O norueguês, porém, necessitou apenas de disputar dez para garantir o triunfo. Carlsen, na véspera de celebrar o 23.º aniversário, é o segundo mais jovem campeão do mundo da história da modalidade, só atrás de Garry Kasparov, ainda que por uma diferença de apenas alguns meses. É, também, o 16.º campeão mundial, numa modalidade em que esse título surgiu pela primeira vez de forma oficial quando, em 1886, o austríaco, nascido em Praga, Wilhelm Steinitz foi reconhecido como tal. Voltam, assim, a estar reunidos na mesma pessoa a posição de líder do ranking da modalidade e o título mundial, algo que já não acontecia há vários anos, quando Anand se viu superado na lista mundial, primeiro por Kramnik, depois por Aronian e, desde 2010, por Carlsen. O encontro ficou sentenciado na nona partida, quando Anand tentou o tudo por tudo para recuperar da situação de desvantagem que as derrotas nas quinta e sexta partidas tinham produzido. Anand, pela primeira e única vez nomatch, colocaria Carlsen sob forte pressão, com um ataque directo sobre o rei capaz de produzir calafrios a qualquer um que não o norueguês. Com enorme sangue frio, Carlsen encontrou a defesa precisa e, simultaneamente, produziu contrajogo suficiente no flanco oposto. Anand permitiria mesmo que Carlsen coroasse um peão, ficando as negras com duas damas no tabuleiro, para prosseguir o ataque, mas dois lances depois confundiria as variantes e seria forçado a abandonar. Na quinta-feira, na 10.ª partida, bastava a Carlsen um empate, mas seria o norueguês quem procuraria nova vitória. O indiano, a jogar na sua terra natal, aplicou-se a fundo para evitar um resultado humilhante e conseguiria resistir, ainda que não pudesse evitar o que já se esperava, a perda da coroa que ostentava desde 2007. Para muitos, aos 43 anos, será o ponto final da carreira deste grande jogador, embora o próprio não tenha posto de lado a hipótese de ainda voltar a lutar pelo título. Mas como chegou Carlsen até ao topo desta modalidade? A sua ligação com o xadrez iniciou-se muito cedo quando o pai, Henrik Carlsen, engenheiro de profissão mas com uma forte afeição pelo xadrez, em que tinha alcançado como amador um nível muito razoável, lhe ensinou as regras do jogo com apenas cinco anos de idade. Dotado de uma memória prodigiosa, já com essa idade Carlsen sabia de cor todas as regiões da Noruega, com as respectivas áreas e populações, bem como todas as capitais do mundo, mas inicialmente a criança não mostrou especial atracção pelo xadrez e, só dois anos depois, participaria no primeiro torneio oficial. Seria aqui que Carlsen seria “descoberto” por Simen Agdenstein, o seleccionador norueguês, que na sua época chegara a integrar o top 50 mundial e que, curiosamente, também pertencera à selecção principal de futebol. A partir daí, a ascensão de Carlsen foi meteórica: aos 12 anos torna-se mestre Internacional e, logo no ano seguinte, Grande mestre, o segundo mais jovem de sempre, apenas superado pelo russo Sergei Karjakin. Em 2008 já está no top 20 e, dois anos depois, passa a ser o incontestado número um mundial, vencendo todos os torneios em que participa. Em 2011 recusa participar no torneio de candidatos por discordar do formato da prova, e assim gora-se a possibilidade de lutar pelo título no ano seguinte. Mas no novo ciclo as regras são mudadas e Carlsen aceita o convite para o novo torneio de candidatos. Em Londres, é o favorito e desde cedo assume o comando, mas uma inesperada derrota com Ivanchuk, a três jornadas do fim, põe a sua vitória em perigo. Ainda assim, acaba por vencer, ao ter melhor desempate que Kramnik. Agora, a pergunta que se impõe é por quanto tempo irá Carlsen manter-se no trono, ele que consegue manter na memória nada menos que 10 mil partidas e que, além disso, é capaz de utilizar a informação de que dispõe como ninguém.

terça-feira, 9 de abril de 2013

A qualidade de jogo no Torneio de Candidatos em Londres


Todos nós assistimos a um nível de jogo muito alto demonstrado por alguns dos principais xadrezistas no Torneio de Candidatos da FIDE, Londres 2013. No entanto, qual foi exactamente a qualidade de jogo nestas partidas – e isso pode ser medido? Podemos compará-la objectivamente com a qualidade de jogo em torneios anteriores pelo Campeonato Mundial?

O torneio de Candidatos de 2013: 
Avaliação do computador sobre a qualidade de jogo

Por Matej Guid e Bratko Ivan

Universidade de Ljubljana, Faculdade de Ciência da Computação e Informação,
Laboratório de Inteligência Artificial, Ljubljana, Eslovénia.
Neste trabalho, tentamos obter alguma resposta às questões formuladas no cabeçalho, através de uma análise de computador dos lances individuais jogados pelos jogadores. Programas de xadrez fortes e um hardware cada vez mais poderoso nos fornecem oportunidades para observar mais do que os puros resultados dos jogos. Como todos sabemos, um único erro pode arruinar uma partida bem jogada. Resultados dos jogos não necessariamente reflectem bem a qualidade do jogo – isso com certeza. Além disso, a qualidade do jogo parece ter melhorado muito com o surgimento de enormes bancos de dados de partidas de xadrez e programas muito fortes.
De acordo com o Houdini 20-ply, Magnus Carlsen conseguiu a melhor pontuação de computador no Torneio de Candidatos da FIDE de 2013. Provavelmente, a maior surpresa é uma pontuação excelente de computador por Alexander Grischuk, que terminou o torneio com menos de 50% de pontos na tabela do torneio! Segundo a análise, Vladimir Kramnik jogou também em um nível muito alto.
Candidatos da FIDE 2013 – Contagens de computadores: 
(valores mais baixos indicam uma melhor qualidade de jogo)
Os resultados sugerem que a qualidade do jogo demonstrada pelos candidatos foi muito alta. Em particular, a pontuação de Carlsen é a segunda melhor nota obtida em um torneio individual ou torneio de todos os torneios de alto nível e torneios que analisamos até os dias actuais.
Notemos que tanto a pontuação do computador de Carlsen como a de Kramnik foram muito deterioradas nas últimas rodadas. Após a Rodada 10 suas pontuações estavam ambas sob 3,00, o que é verdadeiramente notável: vamos ver que em breve, vamos comparar os resultados no gráfico acima com as realizações dos 15 campeões mundiais clássicos nos picos de suas carreiras – nos torneios pelo Campeonato Mundial de Xadrez.

Os torneios “clássicos” pelo Campeonato Mundial de Xadrez (1886-2012)

No gráfico a seguir, podemos ver os resultados correspondentes obtidos com o mesmo programa no mesmo nível de busca.
A comparação dos campeões mundiais de xadrez 
(valores mais baixos indicam uma melhor qualidade de jogo)
Os resultados sugerem que, em termos de pontuação do computador, Vishy Anand e Vladimir Kramnik foram os melhores de todos os jogadores no Campeonato Mundial de Xadrez. Deve notar-se que vários jogadores alcançaram resultados bastante semelhantes.
Ao comparar os dois gráficos pode-se observar que os três melhores do Candidatos 2013 (Carlsen, Grischuk e Kramnik) obtiveram uma pontuação de computador ainda melhor do que foram as pontuações médias de qualquer um dos 15 “clássicos” campeões mundiais nos torneios “clássicos” do Campeonato Mundial!
E sobre as conquistas dos campeões em seus torneios individuais pelo Campeonato do Mundo? Aqui está a lista Top-10 das realizações individuais, usando o mesmo programa na mesma profundidade da pesquisa:

As 10 melhores pontuações nos torneios “clássicos” de Campeonato do Mundial
(escala mais baixos indicam uma melhor qualidade de jogo)
A melhor qualidade de jogo foi, portanto, demonstrada por Kramnik em seu torneio do Campeonato Mundial contra Leko. Como mencionado acima, tanto Carlsen e Kramnik estavam a caminho de atingir uma pontuação ainda melhor nas primeiras 10 rodadas do Torneio de Candidatos da FIDE.

Reportagem retirada do site chessbase.com


terça-feira, 2 de abril de 2013

Canditatos – Os líderes perdem, Carlsen é o campeão

Magnus Carlsen pressionou demais em uma posição confusa contra Peter Svidler e foi rapidamente punido. No entanto, Kramnik jogou todas as suas fichas, e Ivanchuk simplesmente as levou todas! A sorte de Carlsen não o abandonou e ele agora é o desafiante oficial de Anand pelo Campeonato Mundial de Xadrez, batendo a grande performance do russo em virtude de seu melhor desempate. 



Todo mundo sabia a situação do torneio. Carlsen queria uma vitória, para conseguir conquistar o primeiro lugar, independentemente do resultado Kramnik. Uma típica espanhola deu para as brancas uma vantagem mínima, e ambos os lados tentaram atacar o rei inimigo usando seus cavalos e bispos. No lance 31, um desastre. A simples ameaça de mate de Svidler em g2 podia ser defendida de duas maneiras: uma é uma tática simples que usa rei preto em f8 para não só trocar o bispo de casas claras, mas também ganhar um peão. A outra simplesmente dava às negras um forte ataque. Carlsen, talvez exausto por seus esforços, escolheu a última e quase pagou caro. A vantagem era muito grande, o par de bispos e peões extras foram demais até mesmo para o mágico norueguês. Svidler derrotou Carlsen.



“Se alguém tivesse dito a Kramnik que Carlsen perderia hoje, eu acho que ele não teria jogado a Pirc …” foi o que Vallejo Pons colocou em seu status do Facebook. Palavras mais verdadeiras não poderiam ter sido ditas! Sabendo que as chances de Carlsen perder com as brancas duas vezes em um torneio eram mínimas, Kramnik foi para o tudo ou nada contra Ivanchuk. No entanto, o ucraniano não é alguém que se brinque .. Ele puniu o excesso de agressividade na abertura de Kramnik, e rapidamente pegou a iniciativa. Um forte sacrifício posicional o deixou com o par de bispos e com pressão em todo o tabuleiro, especialmente contra os peões da ala da dama. A posição das pretas tornou-se cada vez pior, com cada lance, até que o peão passado de ‘b’ das brancas era forte demais. Estava tudo acabado. Ivanchuk igualmente venceu Kramnik e Carlsen, e o Norueguês levou no desempate.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Carlsen vence Tata Chess 2013




Magnus Carlsen venceu o 75 º Torneio de Xadrez "Tata Chess 2013", com uma pontuação de 10 dos 13, e consegui-o igualar o recorde de Garry Kasparov em 1999 Wijk aan Zee. Na rodada final do torneio, o número um do mundo, teve um pouco de sorte, Anish Giri seu adversário, permitiu uma combinação depois de atingir uma posição quase vencedora: Após 28.Da3 as Negras teriam um grande problema, mas com 28.Dd6? permitia as brancas jogar 28 ... Bxb3!. No entanto, Carlsen aparentemente, não estava satisfeito com um empate e testou sua sorte mais uma vez com 28 ... Ce8?!. Mesmo com 29.Da3 ainda era muito melhor para as brancas, Giri escolheu para forçar Carlsen para executar uma combinação 29.Da6? Bxb3! 30.Dxf6 Cexf6 31.axb3 Txb3 32.Tc2 Tb1 33.Ra2 T1b4 34.Ra2. Giri empatou.



sábado, 26 de janeiro de 2013

Carlsen Tata Steel Chess

Carlsen vence o torneio "Tata Steel Chess 2013" e ainda falta uma partida.
Neste penúltimo dia em Wijk aan Zee o choque que há entre o número um do mundo e , Magnus Carlsen e Nakamura Hikaru, número um dos EUA. Uma partida duplamente importante: Por um lado, uma vitória para Magnus garantiria a vitória final no torneio. Mas também, em Dezembro passado depois de bater o recorde do ELO de Kasparov, agora tem outra marca: Os 10/13 pontos que obteve na edição de 1999.


Hoje venceu Nakamura, com vantagem decisiva apartir do lance 22. Amanhã jogará com Giri de pretas.

Aqui vai a partida em espanhol...

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Magnus Carlsen - Ganha o 7º Tal Memorial

O primeiros três classificados: Carlsen; Caruna e Radjabov


O jovem Magnus Carlsen, ultrapassou os seus adversários com meio ponto de vantagem sobre o segundo adversário e assim arrecadando os 30.000 euros destinados ao primeiro lugar da prova.
Ao bater o Inglês McShane nesta última ronda e beneficiando da derrota do Italiano perante Aroniam, bem como do empate entre Radjabov e Morozevich.



A partida da vitória de Carlsen, que lhe valeu a vitória do torneio.


Fabiano Caruana necessitava de apenas um empate para conquistar o título Memorial Tal, mas ele perdeu contra Levon Aronian e assim ficou em 2º lugar.





sexta-feira, 8 de junho de 2012

7º Memorial Mikhail Tal 2012

A 7º Mikhail Tal Memorial começou com um torneio de Blitz (3 minutos mais 2 segundos extras por jogada) para determinar as posições para cada jogador. Alexander Morozevich levou um prémio de 5000 e empatado no primeiro lugar com Magnus Carlsen  que levou o prémio de (€ 3000). Ambos os jogadores marcaram 6,5 / 9. Mas A. Morozevich ficou na primeira posição devido ter ganho o jogo com M. Carlsen.

http://video.russiachess.org 


Agora começa o verdadeiro desafio, e os valores dos prémios são: 
Prémios Tal Memorial de lugar em Euros: 1 º € 30,000, € 20,000 2, 3 € 15,000, € 10,000 4, 5 € 8,000, 6,000 € 6, 7 € 4,000, 3,000 € 8, 9 2,500 €, 10 € 1,500.




Os jogos podem ser vistos no seguinte site, também os vídeos com boa qualidade e resultados rapidamente actualizados.


http://www.russiachess.org/



segunda-feira, 30 de abril de 2012

Fischer era superior a Carlsen

Kasparov resolveu dar uma entrevista polémica, como é habitual. Afirmando que os 2785 pontos de Elo que Bobby Fischer deteve são "muito mais significativos" do que os 2835 que Magnus Carlsen detém hoje.

Questionado sobre quem se destaca mais entre os jogadores jovens, 0 13º campeão mundial respondeu:
"O mais talentoso é Carlsen que é claro, uma estrela de primeira ordem. No entanto, quando eu estava em ascensão na minha carreira, havia um ou dois jogadores cotados com 2700, agora há, pelo menos 45. De facto, devido ao aumento substancial de jogadores da modalidade, a base da pirâmide cresceu bastante e isso adiciona pontos em todos os níveis. Fischer deteve 2785 em 1972 e isso só pode ser comparado com os meus 2851 em 1999."

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Carlsen perde em Tata Steel perante Karjakin

Magnus Carlsen perde perante o russo Karjakin, com apenas uma pequena vantagem Carlsen jogou 17. f4? e 18. Ne4?, e foi lentamente ao encontro da derrota.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Carlsen, Aronian e Giri ganham na 1º Ronda do Tata Steel 2012



Eu estava um pouco melhor a partir da abertura, em seguida, temos um final com três peões de cada cor e em frente bispos, o jogo parecia empatado mas eu tinha um peão passado e as minhas peças foram um pouco mais activas.
Manus Carlsen em entrevista, veja abaixo.






Ganhar  com as pretas, contra um grande oponente é algo muito gratificante. Eu penso que foi um jogo interessante... Mas o jogo foi muito complicado.
Levon Aronian em entrevista, veja abaixo.




Entrevista a Magnus Carlsen


Magnus Carlsen



Magnus carlsen está a apenas 16 pontos da maior marca alcançada por um jogador, no caso, seu ex-treinador Garry Kasparov chegou a 2851 no ano de 2000. Segue uma belíssima entrevista no qual o prodígio trata de diversas temáticas e abre um pouco mais da sua história, desconstruindo mitos e falando de sua relação com Kasparov, sua preparação para os torneios entre outras coisas. 


Magnus Carlsen - "Eu não entro nos esquemas usuais"
Entrevista do site ChessPro.ru

Após o Memorial Tal em Moscow Magnus Carlsen deu uma longa entrevista publicada no dia 22/12. Valeu a pena esperar, pois ela oferece uma visão notável sobre o que faz ele se destacar no mundo do xadrez. Carlsen fala sobre sua preparação com os computadores, da cooperação de Garry Kasparov, entre outras coisas mais.

Carlsen falando de si: 
Eu sou um jogador de xadrez profissional, e por isso, devo fazer tudo o que sou capaz de cumprir frente ao meu potencial. Gosto de ganhar e me esforço para os melhores resultados possíveis . Ao mesmo tempo, eu ainda consigo ter muita diversão com o jogo! Durante uma partida deixo de pensar sobre o resultado, pois eu fico muito encantado com o que está acontecendo no tabuleiro.
Em termos deste torneio recordo dois jogos - contra Gelfand e Kramnik. Eu simplesmente adorei quando chegamos a posições não convencionais! Se cada jogo pudesse ser tão interessante quanto esses seria bom. Mas o xadrez, infelizmente, não consiste apenas de criatividade.


Qual seria a sua atitude frente a estes dois jogos, se não tivessem terminado tão bem para você a partir do ponto de vista do resultado?
 O resultado é sempre importante, é claro, mas eu estou falando sobre a obtenção de prazer do jogo.

Você está falando sobre o prazer abstrato do jogo ou sobre a capacidade de transformar o curso do jogo em seu favor?

Acima de tudo eu gosto de resolver as tarefas não convencionais no tabuleiro. Talvez por isso eu realmente não goste de estudar a abertura - tudo começa de uma certa posição.

Sobre seu trabalho no xadrez, quanto tempo você dedica ao xadrez?
Quando estou em um torneio ocupo todo o meu tempo. Nesse ponto eu fico 100% concentrado no jogo. Desligo a televisão, telefone, não existo para ninguém. Quando estou em casa, se eu não tenho uma sessão de treinamento e não há torneio próximo, eu não estudo de xadrez todo o tempo.

E você como mantém sua "condição desportiva"?

Bem, eu vejo coisas que tomam o meu interesse. Faço download de jogos recentes. Eu não sei, nada específico. É difícil falar sobre qualquer trabalho segmentado. Pode parecer estranho, mas eu aprendo muitas coisas simplesmente por olhar para os jogos. Eu não analiso-os, eu não uso os engine, apenas percorro-os um por um, olhando para novas idéias, que trazem...
Você acha que tem um talento específico de xadrez?

Eu não sei. Todo mundo tem um monte de talentos diferentes. Provavelmente eu tenho algo assim, mas eu não posso ter 100% de certeza.

Sabe-se o que é?

Eu só posso julgar em termos do que os outros dizem sobre mim. Quando eu tinha uns 12-13 anos muita gente disse que eu tinha um talento grande no xadrez, que eu me transformaria em um grande jogador. Nesse ponto eu basicamente não me incomodava se eu havia me tornado um jogador forte ou não - eu simplesmente joguei e gostei ...
Na verdade é muito difícil determinar quem é mais talentoso e quem é menos. Ou quem vai se tornar um jogador de xadrez realmente grande, e quem não vai.


Ainda me lembro da cena com Alexander Nikitin, treinador de Kasparov, que em um dos primeiros "Aeroflots" estava ao lado de sua mesa e testemunhou você esmagar Dolmatov em 20 movimentos. Ele então deu a volta ao salão com a súmula daquele jogo e para todo mundo sem fôlego falava: "Este é o jogo de um gênio" .

Sim, eu me lembro que, eu tinha 13 anos (risos). Quero agradecer Nikitin pela boa promoção que fez de mim, então. Ele é uma figura de autoridade, e eu sequer ouvi falar sobre isso quando voltei para casa. Sim, ele também previu um grande futuro para mim.

E você ficava embaraçado ou perturbado por toda a conversa sobre ser gênio?
Eu vou dizer outra vez: Eu nunca me considerei um gênio do xadrez, e eu nunca foquei nas avaliações de outras pessoas. Eu também reajo a elas com calma .
Quanto mais lento você acha que o seu desenvolvimento do xadrez teria sido se você não tivesse o computador em mãos?
Eu não sei. Eu nunca pensei sobre isso. Parece-me (parar para pensar), que o computador não tinha nenhum tipo de influência fundamental sobre mim, pessoalmente.
Isso é difícil de acreditar ... Você se destaca justamente por estar pronto para jogar qualquer posição "em vista", e estar pronto para defender as posições onde os "estranhos" movimentos da máquina são necessários .
Mas isso é como era. Posso dizer que nos primeiros anos eu não usei a ajuda da máquina, nem mesmo como base de dados! Naquela época, eu simplesmente colocava um tabuleiro em minha frente, pegava os livros que eu estava estudando no momento e estudava. E a primeira vez que eu precisei de um computador para o xadrez foi quando comecei a jogar na Internet.
Honestamente, quando eu tinha uns 11-12 anos eu nem sabia o que era ChessBase. Sei que soa pouco plausível ouvir isso da minha boca – e a maioria das pessoas me consideram um produto do "computador de xadrez". Não tinha para mostrar aos meus treinadores bases de dados, ou a minha análise .

Você tem algum caderno da infância com as análises que podem ser "prova documental" disso? Há alguma "testemunha viva"?

É claro que não foi de qualquer maneira, mas você pode simplesmente pedir ao meu pai. Todas as anotações , eu não tenho certeza. Particularmente não fazia.

Portanto, o seu entendimento de xadrez, o seu sentido posicional - é tudo humano?

Acho que sim. Meu entendimento de xadrez fundamental foi formado sem o envolvimento da máquina. Essa foi a minha abordagem ao xadrez, a minha ideia da luta.
Em seu estilo
Você pode se chamar de tático ou estrategista?

Eu me chamo um optimista! Na realidade eu não tenho qualquer preferência clara no xadrez. Eu faço o que eu acho que as circunstâncias exigem de mim - eu ataco, defendo ou levo para o final. Ter preferências significa ter pontos fracos.

Você poderia comparar suas impressões depois de uma vitória em um final ou de um ataque sutil, destruidor? Será que realmente não diferem em nada para você?
Eu realmente não sei o que eu mais gosto no xadrez! Entre outras coisas, em um jogo posso destacar o sentimento dele quando acaba, quando você percebe que você criou algo que realmente vale a pena . Mas algo como isso acontece muito, muito raramente. Ao longo de todo o curso da minha vida - apenas algumas vezes.

Bem, e se você é apenas um espectador, que tipo de jogo você gosta mais?

Eu não sei. Eu gosto da luta em si.Aberturas

Carlsen concorda com a ideia de que o estudo das aberturas ocupa por volta de 80% do tempo de preparação do jogador, por isso a seguinte pergunta:

Vendo seus jogos e tomando por base o Memorial Tal, nas primeiras quatro rodadas você poderia ter marcado 0 em 4, dada as aberturas, mas não, você marcou 3,5 em 4. E assim você tem superado constantemente seus adversários ...


Provavelmente isso ocorre porque eu amo o meio-jogo e final muito mais do que a abertura. Eu gosto quando o jogo se transforma em uma luta de ideias e não uma batalha entre análises caseiras. Algo que, infelizmente, não muitas vezes acontece.

Não diz respeito a você?
Até certo ponto, mas que posso fazer?
Se dedicar mais na abertura, como os outros fazem ...

Eu já trabalho mais nela do que quero.
Mas, ao mesmo tempo,  você é geralmente inferior a eles?
Sim. Não é segredo para as pessoas que minha preparação na abertura é inferior a de Anand, a de Kramnik e muitos outros. Eles têm bem mais experiência e idéias preparadas. São grandes especialistas nisso! Eu tento colocar minhas peças de maneira correta no tabuleiro, para que a vantagem deles não sejá tão grande a ponto de eu perder imediatamente.
Sobre o trabalho com Kasparov

Que impressões o trabalho com Kasparov deixa em você? Se não for um assunto proibido.
Não, não é um problema. Começamos a trabalhar juntos em 2009, e trabalhamos bem de perto por mais de um ano. Tivemos reuniões pessoalmente, bem como constantes conversas no Skype. Analisamos muita coisa juntos, jogamos, trocaram opiniões.

Qual foi o principal benefício que você teve em trabalhar no jogo com ele?

Graças a ele eu comecei a entender toda uma classe de melhores posições. É claro que ele sabia muito mais do que eu. Às vezes era difícil manter-me com a velocidade e profundidade de sua análise, mas menos frequentemente do que quando estávamos na mesma sintonia. O que posso dizer: foi uma experiência única para mim. Kasparov deu-me uma grande ajuda prática.

Ele estava espantado com o nível de sua preparação na abertura?

Sim, ele ficou chocado com o quão pouco eu sabia ... Mas não se concentrou sobre essa questão. Ele compartilhou os seus métodos de trabalho da abertura comigo, e eu sou grato a ele. Graças a ele eu avancei nessa área.

O que mais Kasparov compartilhou com você?

Ele me disse muito sobre as peculiaridades da luta, e muita coisa sobre determinados jogadores de elite. Ele tem uma visão muito original sobre os melhores jogadores do mundo.

Você se atordoou com a energia que ele ainda tem com 46 anos?

Sim, ele é muito homem "enérgico"! Parece que ele simplesmente compartilha sua opinião com você, mas na realidade ele está ditando como você deve agir ...

Vocês avaliavam as posiçoes de forma muito diferentes?

Uma grande quantidade ... Kasparov é um pesquisador, e ele olha para todas as posições como se fosse um teorema que deve ser provado, enquanto eu sou mais pragmático - eu procuro a melhor forma de usar as oportunidades para ambos os jogadores. Ele tenta de tudo para trazer uma avaliação final, + - ou - +, enquanto eu não sou tão meticuloso, e a principal coisa para mim é encontrar um caminho que vale a pena seguir. De algumas coisas que ele disse que eu percebi que a minha abordagem é amplamente associada por ele com a forma como tomou decisões Karpov. Que ele conhecia como ninguém mais - eu não posso dizer que foi desagradável para mim ouvir essa avaliação ...

Você muitas vezes competiu com Kasparov?

No tabuleiro? Sim, nós jogamos um monte de jogos blitz! Foi uma batalha interessante. Às vezes era difícil para ele - você podia sentir que ele estava meio sem prática.

De seus jogos você pode imaginar quão forte Kasparov foi em sua juventude?

Ele é um jogador fantástico. Eu nunca vi alguém ser tão dinâmica em posições complexas. E ainda em seus 40 anos! Claro, teria sido muito interessante jogar contra Kasparov naquela época, mas como você sabe, nós não podemos voltar no tempo ... Eu acho que teria sido um desafio maravilhoso. Eles dizem que Karpov também foi magnífico em sua juventude.

Você se arrepende de que a sua cooperação com Garry finalmente chegou ao fim?

Eu não sei. Há um tempo para tudo ... Kasparov e eu nos separamos em termos, perfeitamente amigável, sem se ofender. Eu considero que ele tenha me dado uma grande quantidade de conhecimento útil. Acho que foi interessante para ele também. [...] Ninguém pode dizer como as coisas seriam agora se tivéssemos continuado a trabalhar juntos. De onde eu estou hoje acho que a divisão foi o passo correto.

Em um sentido você conseguiu tudo o que queria de Kasparov?

Pode ser que sim, embora não haja garantias. Talvez em algum momento me arrependa da minha decisão. Mas talvez não...

De seus treinadores e de outros, ficou claro que Kasparov ficou desapontado que tenha terminado a parceria, como se você virou as costas para o "conhecimento sagrado" ...

É difícil para mim julgar. Talvez eu o  tenha desapontado, mas essa foi a minha escolha.

E a vida segue? 

Sim, exato! Parece-me que é um erro reduzirmos a nossa vida a apenas uma ou duas escolhas. Tomei o caminho errôneo - e pronto. Penso que não funciona assim. Não creio em "erros fatais". E mesmo que eu cometa alguns erros, são os meus erros, e assumirei a responsabilidade por eles.
Fontes:

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

London Chess Classic 2011

London Chess Classic 2011

O Clássico de Xadrez de 2011 Londres, que começou sábado 3 de dezembro e acaba na próxima segunda-feira dia 12 de dezembro, cada jornada começa as 14:00 horas, horário de Londres. Uma vitória é contado como três pontos, um empate um, e uma derrotra zero. O prêmio total é de 160.000 €.

Há nove jogadores, incluindo os quatro jogadores mais bem classificados no mundo. O jogador que descansou durante cada rodada irá fornecer comentários sobre os jogos em andamento.

Site oficial:

http://www.londonchessclassic.com/

Link para poder assistir em directo:

http://www.livestream.com/LondonChessClassic

Hoje dia 05/12/2012, foi realizada a 3ª Ronda e em primeiro lugar está o jovem Magnus Carlsen com 7 pontos, duas vitórias e um empate, hoje é colocada a sua brilhante partida contra o Nakumara que jogou de pretas.

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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Magnus Carlsen vence Mikhail Tal Memorial 2011


Magnus Carlsen ganhou uma importante vitória na última rodada com as pretas contra Hikaru Nakaruma para tirar o troféu de vencedor no 6º Memorial em Moscovo. Carlsen dividiu o primeiro lugar com Levon Aronian, mas tinha um melhor tie-break devido a mais jogos com peças pretas.

Aronian entrou na rodada final como líder único, mas ele teve que jogar com as pretas contra o inspirado atacante Ian Nepomniachtchi. De fato, Nepomniachtchi sacrificado uma troca e ganhou uma pressão a longo prazo. Aronian estava defendendo há mais de 60 movimentos, mas ele conseguiu obter um empate e repetir o sucesso de 2006 e 2010, quando ele também dividiu o primeiro lugar.

Nos outros jogos da última rodada, Peter Svidler derrotou Vladimir Kramnik.

Anand, Carlsen, Aronian, Kramnik e Nakamura vão jogar no clássico 3 Chess London que começa no próximo sábado.

Classificação final:
1-2. Magnus Carlsen NOR 2826 e Levon Aronian ARM 2802-5 ½
3-5. Karjakin Sergey RUS 2763, Nepomniachtchi Ian RUS 2730 e Ivanchuk Vassily UKR 2.775-5,0
. 6-7 Viswanathan Anad IND 2811 e Peter Svidler RUS 2755-4 ½
8. Vladimir Kramnik RUS 2800 e Gelfand Boris ISR 2744-3 ½
10. Hikaru Nakamura EUA 2.758-3,0