Mostrar mensagens com a etiqueta Educação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Educação. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 29 de março de 2013

Benefício do Xadrez nos Jovens


O Processo de Xadrez como uma ferramenta para desenvolver mentes das nossas crianças



Podemos ler no seguinte site:

http://www.auschess.org.au/articles/chessmind.htm


Arménia: O país que revolucionou o ensino do xadrez fazendo aulas obrigatórias


A Armênia é um país pequeno sobre as fronteiras da União Soviética e do Oriente Médio. Com apenas 3 milhões de pessoas, não só as suas populações são muito menores do que no Chile, mas também os seus recursos económicos, com uma renda per capita inferior a 5 vezes um chileno.
No entanto, a nação tem uma arma secreta em seu programa educacional que a distingue de qualquer outro país do mundo: o xadrez .
De fato, desde 2011 Arménia é o único país que tem feito aulas obrigatórias para os alunos com este jogo antigo a partir dos 7 anos, em um programa que exigiu o investimento de 3 milhões para equipar todas as escolas no país com tabuleiros e professores especializados.
Por uma hora, as crianças recebem instruções e, em seguida, enfrentam um ao outro, fazendo de xadrez uma de suas aulas favoritas.
"Eu amo as aulas de xadrez, o tempo voa por nós", disse Susie Hunanyan 7 anos. "Meu avô me ensinou a jogar xadrez, mas agora ao ter aulas na escola, jogo melhor do que ele", confidenciou.
A cultura desportiva de um país que tem mais de 30 mestres e ganhou a Olimpíada Mundial de Xadrez em 2006, 2008 e 2012, mas oferece outros benefícios para os alunos.
" Xadrez desenvolve múltiplas habilidades: liderança, tomada de decisão, planeamento estratégico, pensamento lógico e responsabilidade. Estamos incorporando essas qualidades em nossa juventude. O futuro do mundo depende de ambos os líderes criativos capazes de tomar decisões corretas em relação a assumir a responsabilidade pelo mal ", disse o ministro da Educação, da Arménia, Armen Ashotyan.
E não é apenas uma presunção. Uma equipa local de psicólogos liderados pelo professor Ruben Aghuzumstyan tem seguido o progresso dos estudantes desde a implementação do programa, verificando seus benefícios em áreas como a individualidade, o pensamento criativo, reflexos e análise comparativa.
"Durante os primeiros anos de escola, as crianças estão habituadas a aprender através da brincadeira. Para os meninos de 7, 8 ou 9 anos, o xadrez é um jogo otimizado para o desenvolvimento de determinadas áreas dos seus cérebros ", disse Aghuzumstyan.
O programa armênio tem atraído tanto a atenção de líderes mundiais, que agora outros países como a Moldávia, Hungria, Ucrânia e Espanha se preparam para começar a incorporar o xadrez em suas classes regulares.
O xadrez melhor do que o futebol?
Claro, os fãs de armênios para o xadrez não é uma febre repentina, mas uma cultura nacional que se tornou um desporto ainda mais popular do que o futebol.
Aqui é o Estado que financia grande parte das atividades da Academia Xadrez da Armênia, para que os jovens possam receber aulas gratuitas com especialistas de nível mundial. Um é Tigran Petrosian, que aos 29 anos é uma celebridade nacional.
"As pessoas me cumprimentam na rua ou me chega em casa. Apoiadores me enviam muitas mensagens. Estou realmente muito feliz de ser um jogador de xadrez neste país ", diz ele.
Amor da Armênia para o jogo de xadrez é clara. Em seus quiosques vendem revistas, DVDs, livros e até mesmo jornais sobre o jogo. Há mesmo dois canais de TV.
E no nosso País, quando isso ocorrerá?






sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Ricard Rapport a nova estrela



Richard Rapport, a nova estrela do xadrez húngaro e mundial, é fruto de um resultado que a experiência foi construindo e que diz que o xadrez tem efeitos positivos na concentração dos jovens estudantes. 
Rapport apresentava dificuldades na escola e os pais resolveram pô-lo a praticar este jogo de estratégia. Os resultados pretendidos foram conseguidos pois a sua concentração aumentou visivelmente e as notas também. 
O problema foi que ganhou gosto pela modalidade, começou a ganhar torneios para jovens e rapidamente obteve os títulos de MI e, finalmente, o de GM com 13 anos. 
Agora segue um programa de treinos rigoroso (os húngaros sabem bem que o talentos em trabalho não dá resultados) e já assinou um contrato profissional com uma das melhores equipas húngaras. 

Neste momento está a jogar em "Tata Chess 2013" no grupo B e está em primeiro. Com 16 anos já tem uma grande visão de jogo, como nas partidas que tem ganho neste torneio. Faltará pouco para termos um embate com o "grande" Magnus Carlsen.

http://www.tatasteelchess.com

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

De analfabeta a rainha do xadrez


Phiona Mutesi é uma miúda de 16 anos. Nasceu no Uganda, numa favela, Katwe. Quando tinha nove anos, Phiona foi apresentada a um ex-jogador de futebol, Robert Katende. Ele mostrou-lhe um jogo tão estranho que nem sequer tinha um nome no idioma em que ela se expressava: xadrez. Ela sentiu-se atraída pelas figuras das peças. Começou a jogar. Sete anos depois, tornou-se rainha. A história dela deu um livro. A história dela faz sonhar.
Tim Crothers é um jornalista norte-americano que desenterrou Phiona do anonimato. Escreveu um longo perfil, publicado há um ano, no site do canal desportivo ESPN. O texto tornou-se viral. Despertou sentimentos. Puxou pelas atenções.
Crothers descreve assim o ponto de partida desta rapariga que fintou tanta fatalidade: “Phiona Mutesi é o expoente dos que nunca são favoritos. Ser-se africano é estar em desvantagem no mundo. Ser-se do Uganda é estar em desvantagem em África. Ser-se de Katwe é estar em desvantagem no Uganda. E ser-se mulher é estar em desvantagem em Katwe.”
Katwe é o maior dos oito bairros pobres de Kampala, capital do Uganda. Crothers definiu-o como um dos piores lugares do mundo. Não há saneamento e há insectos por todo o lado. Um antro de pobreza, onde ir à escola é mais do que um luxo. É uma miragem para a maioria. “É um lugar onde toda a gente está em movimento, mas ninguém sai dali. Diz-se que se nasceste em Katwe, hás-de morrer em Katwe, de doença, violência ou negligência”, descreve Crothers, que transformou o longo artigo num texto ainda maior e lançou, há dois meses, um livro sobre Phiona: The Queen of Katwe: A Story of Life, Chess, and One Extraordinary Girl’s Dream of Becoming a Grandmaster. A Disney já comprou os direitos.
Phiona levantava-se todos os dias às 5h e andava duas horas para encher um recipiente com água potável. Com nove anos, conheceu Robert Katende, que lhe apresentou o xadrez. Isso foi em 2005. Ela passou a andar seis quilómetros por dia para jogar aquele jogo.
O responsável por esta paixão era um ex-futebolista, de 28 anos, que julgava proteger crianças de um futuro nada risonho através do xadrez. Em Katwe, descreve Crothers, o valor da mulher é o valor do sexo e dos filhos que gera. Metade das adolescentes são mães. Muitos habitantes estão contaminados com o vírus da sida — doença que matou o pai de Phiona, quando esta tinha três anos.
No espectro de uma derrota, por vezes surgem jogadas de mestre. Assim foi a iniciativa de Robert Katende. Phiona regressou à escola graças a uma bolsa. Sonha ser médica e chegar ao topo da carreira no xadrez, com o título de grande mestre. Nas Olimpíadas do xadrez, em Outubro, tornou-se candidata a mestre. O instinto de sobrevivência de uma vida ainda curta no Uganda, serviu-lhe também no tabuleiro.


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Benefícios do Xadrez



O xadrez não é só um jogo, não é só uma arte e nem é só uma ciência. O xadrez é a mistura de todos estes elementos. E é por esse e por muitos outros motivos que o xadrez é considerado uma óptima matéria para ser aplicada na escola. Você deve estar perguntando no que o xadrez influência na educação?
O Xadrez é o segundo desporto mais praticado no mundo , abaixo apenas do futebol. É um grande impulsionador da imaginação , que também contribui para o desenvolvimento da memória , da capacidade de concentração e da velocidade de raciocínio . Foi constatado que o Xadrez desempenha um importante papel socializante, por ensinar a lidar com a derrota e com a vitória , mostrando que a derrota não é sinônimo de fracasso nem vitória é sinônimo de sucesso.
O Xadrez é capaz de mostrar as conseqüências de atitudes displicentes, que não tenham sido previamente calculadas e, por conseguinte, estimula o hábito de refletir antes de agir, além de ensinar a arcar com as responsabilidades dos próprios actos.
O Xadrez é uma arte de grande beleza e apresenta imensa riqueza de possibilidades. É um passatempo agradável e instrutivo que entreteve grandes personalidades de nossa história como Napoleão, Einstein, Voltaire, Goethe, Montesquieu, Benjamin Franklin, Victor Hugo, Machado de Assis e Monteiro Lobato – para citar apenas alguns. E hoje é um esporte que pode ser jogado não presencialmente, através de redes de computadores como a Internet, estando o adversário em qualquer lugar do planeta, e por isso o que mais cresce em adeptos, sendo já considerado o desporto do novo milênio.
Se quisermos também uma explicação científica que mostre os benefícios práticos que podem ser alcançados pela prática desse esporte, poderíamos apresentar opiniões e pesquisas de psicólogos, intelectuais e instrutores de xadrez. Resumindo os resultados, conclui-se o Xadrez contribui para o desenvolvimento das faculdades mentais.
Num estudo realizado na ex-Alemanha Oriental, comparando o desenvolvimento de grupos de estudantes de diversas idades, separando-os em dois grupos: os que jogavam e os que não jogavam Xadrez, concluiu-se que:

  • O Xadrez estimula a atividade intelectual e estabiliza a personalidade de crianças e jovens durante seu crescimento. Isso é evidente, sobretudo, na puberdade: crianças que jogam Xadrez apresentam menos crises decorrentes das transformações dessa fase etária do que as que não jogam.
  • O raciocínio lógico e a capacidade de cálculo são estimulados, produzindo excelentes resultados no desempenho escolar, com destaque particularmente notável nos casos da Física e da Matemática.
  • Em aspectos gerais, os alunos que jogam Xadrez apresentam nítida superioridade em força de vontade, tenacidade, memória e concentração.
  • O Xadrez ensina a criança a avaliar as conseqüências dos seus atos , tornando-as mais prudentes e responsáveis. Também em pesquisas realizadas na Inglaterra, chegou-se à conclusão de que a concentração e a habilidade em formular e posteriormente concretizar planos no tabuleiro contribui significativamente para a tomada de decisões e execução das mesmas no jogo muito mais importante, que é o jogo da vida.
No caso das crianças e jovens, o Xadrez estimula o desenvolvimento intelectual; no caso dos adultos e idosos, o Xadrez contribui preservando por mais tempo a agilidade mental.

O valor educativo do xadrez

Partindo da premissa de que o desenvolvimento do raciocínio é elemento fundamental para que a cidadania se efective, apresentamos o jogo de Xadrez como complemento à educação escolar. Esta atividade proporciona não apenas mais uma opção de lazer, mas a possibilidade de valorizar o raciocínio através de um exercício lúdico. Segundo Charles Partos, mestre internacional suíço, o aprendizado e a prática do xadrez desenvolvem as seguintes habilidades:

  • a atenção e a concentração;
  • o julgamento e o planejamento;
  • a imaginação e a antecipação;
  • a memória;
  • a vontade de vencer, a paciência e o autocontrole;
  • o espírito de decisão e a coragem;
  • a lógica matemática, o raciocínio analítico e sintético;
  • a criatividade;
  • a inteligência;
  • a organização metódica do estudo;
  • o interesse pelas línguas estrangeiras.


Deve-se ter em mente que o Xadrez reproduz uma situação de guerra, mas num contexto lúdico. Cada jogador funciona como um general na condução de um exército. Suas decisões são fundamentais para ganhar ou perder a partida, reproduzindo em escala diminuta o que poderia acontecer em uma batalha.





Xadrez - Uma ferramenta para a educação!

Uma ferramenta para a educação

Além de ser barato, este jogo também tem trazido inúmeros benefícios educacionais. Pesquisas comprovam que sua prática pode aumentar a concentração e a memória dos alunos, entre outras melhorias.

Na década de 1980, o professor do Instituto de Educação da Universidade de Londres, Robert Ferguson, realizou um teste que consistia em que todos os 14 estudantes do 6º grau da escola rural M.J.Ryan School, da Pensilvânia, Estados Unidos, tomassem lições de xadrez duas ou três vezes por semana.
Depois, Ferguson aplicou testes de memória de uma série de exames da Califórnia Achievement Tests e concluiu que a prática do jogo desenvolveu a memória dos estudantes e que essa habilidade foi transferida para a sala de aula.

Em 2004, no Brasil, foi aplicado durante três meses o ensinamento teórico e prático do jogo em 40 escolas do Piauí, Pernambuco, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, para uma turma de aproximadamente 6.400 alunos. O projecto foi desenvolvido pelo Ministério da Educação em parceria com o Ministério do Desporto. Ao final, identificou que os alunos que participaram da pesquisa demonstraram, principalmente, uma melhoria na capacidade de concentração em sala de aula.